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Steven Spielberg, Presidente do Júri do 66º Festival

Dia 28.02.2013 às 12:00 AM

“A minha admiração pela forma determinada como o Festival de Cannes defende o cinema internacional é total. Pois Cannes é o mais prestigiado de todos os festivais, o que lhe permite continuar a afirmar que o cinema é uma arte que transcende as culturas e as gerações.”

Sucedendo ao italiano Nanni Moretti, o realizador e produtor americano Steven Spielberg aceitou presidir o Júri do 66º Festival de Cannes que se realizará nos próximos dias 15 a 26 de Maio.

“Como se diz além-Atlântico – indica Gilles Jacob, Presidente do Festival de Cannes – Steven Spielberg é um 'regular' de Cannes: Asfalto Quente, A Cor Púrpura. Mas foi o E.T., que mostrei em 1982 em estreia mundial, que teceu os laços de que ninguém se esquece. Desde então, pediu frequentemente a Steven que presidisse o júri, mas respondia-me sempre que estava a fazer um filme. Então, este ano, quando me disseram E.T. phone home, percebi e respondi: finalmente!”

“Steven Spielberg fez connosco um acordo de princípio há dois anos – declara Thierry Frémaux, Delegado-geral do Festival. Conseguiu ficar disponível este ano para ser o novo Presidente do Júri. Quando me encontrava com ele nestas últimas semanas, sentia que a tarefa o entusiasmava. Os seus filmes, mas também os seus variados compromissos, tornam-no, ano após ano, idêntico aos maiores cineastas de Hollywood. Estamos orgulhosos por podermos recebê-lo”.

“A lembrança do meu primeiro Festival de Cannes tem já mais de 31 anos, com o início do E.T., e é ainda um dos momentos mais fortes da minha carreira - continua Spielberg. Há mais de seis décadas, Cannes é uma plataforma incomparável que se destina a fazer descobrir filmes extraordinários vindos de todo o mundo. É para mim uma grande honra e um imenso privilégio presidir o júri de um Festival que não pára de provar, incansavelmente, que o cinema é a linguagem do mundo”.

Nascido no Ohio em 1946 e apaixonado por cinema desde tenra idade, Steven Spielberg viu uma das suas primeiras curtas-metragens, Amblin, abrir-lhe as portas da televisão Universal, que produziu os seus primeiros filmes. Muito depressa encontrou o sucesso: Um Assassino Pelas Costas (1971), originalmente um telefilme, é tão bem recebido que sai em cinema. O primeiro filme para cinema, Asfalto Quente, seleccionado no Festival de Cannes em 1974, recebe o Prémio de melhor argumento.

Steven Spielberg vai então encadear uma série de sucessos que marcaram a história do cinema mundial contemporâneo: Tubarão (Jaws, 1975), Encontros Imediatos do 3º Grau (Close Encounters of the Third Kind, 1977), Os Salteadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981) e, por fim, E.T. (1982), apresentado no encerramento do Festival de Cannes, na última sessão do Palais Croisette.

Steven Spielberg é também Jurassic Park que, em 1993, e à semelhança de vários outros filmes seus, bate recordes de receitas nos Estados Unidos: os filmes de grande espectáculo do realizador renovam o género do divertimento de Hollywood reatando com a aventura e ficção científica e tocando um vasto público de todas as gerações.

Esta imaginação fértil, que caracteriza Steven Spielberg e lhe faz dizer que “sonha para ganhar a vida”, associa-se a uma curiosidade sem limites, a um gosto pela inovação e a um domínio virtuoso pela realização. Ao lado dos sucessos comerciais, surpreende com filmes mais intimistas e envolventes que interrogam a consciência do espectador: A Cor Púrpura (1986), O Império do Sol (Empire of the Sun, 1987), Sempre (1989) e A Lista de Schindler (Schindler’s List, 1993), que lhe traz a consagração e vários Óscares, dos quais o de melhor realizador.

A filmografia de Spielberg é um incessante vaivém entre o sonho e a realidade. Alternando entre filmes de divertimento e reflexões graves sobre a história, o racismo ou a condição humana, testemunha a sua aspiração por um mundo pacífico e reconciliado.

Em 40 anos de carreira, realizou 27 filmes, cuja maioria marca uma data na história do cinema mundial: toda a gente viu ou verá O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998), Relatório Minoritário (2002), Apanha-me se Puderes (Catch Me If You Can, 2002), Guerra dos Mundos (War of the Worlds, 2005) ou recentemente As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne (The Adventures of Tintin: Secret of the Unicorn, 2011), o primeiro filme do realizador em 3D.

Lincoln, retrato impressionante daquele que aboliu a escravatura nos Estados Unidos, conhece um enorme sucesso no seu país, bem como em França, onde já atraiu um milhões de espectadores. O filme permitiu a Spielberg oferecer a Daniel Day-Lewis o terceiro Óscar de melhor actor masculino (o que nenhum outro actor conseguiu até agora).

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