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O Diário 2010

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Conferência de imprensa do Júri

Dia 12.05.2010 às 12:00 AM - Updated on 06.12.2010 at 12:38 PM

Tim Burton e o seu júri deram uma conferência de imprensa esta tarde. Partes escolhidas.

Deram instruções aos jurados?
Tim Burton: Nunca farei isso. Justamente, o objectivo dos profissionais do cinema é não terem ideias pré-concebidas. Começamos este Festival com um espírito de abertura e compaixão para com todos os realizadores dos filmes que nos serão apresentados. Esperamos ser surpreendidos nesta viagem. O que conta é sentir os filmes, debatê-los, ver de que forma nos tocaram intelectual ou emocionalmente. Estou muito curioso por abordar este festival. Somos um grupo de culturas e países diferentes, e isso é maravilhoso. Espero que possamos apreciar os filmes e não comportarmo-nos como uma dezena de artistas frustrados e de mau humor.


É mais difícil ser julgado ou julgar?
Tim Burton: Vamos ser sensíveis ao que vamos ver, cada um com a sua própria sensibilidade. Não sei se podem chamar-nos juízes. Ser julgado ou julgar, não é fácil. Somos julgados em todas as alturas. Seremos também julgados como membros do Júri. Aliás, será talvez o mais difícil. Vamos dar o nosso melhor.
 
A Benicio del Toro: como reagiu quando lhe pediram para ser membro do Júri?
Benicio del Toro: Recebi uma chamada de Thierry Frémaux que me perguntou se estava interessado em estar no Júri. Disse-me quem era o presidente: Tim Burton. Achei que era uma boa escolha. E recebi uma lista de pessoas previstas para fazerem parte também. Havia um realizador que sigo há já muito tempo: Victor Erice. Não queria acreditar que ele estava nessa lista e foi o que me motivou verdadeiramente a aceitar o convite. Sou fã dele há muito tempo e sempre que estou em Espanha, menciono o nome dele em todo o lado, esperando que ele me chame. E aqui está ele!

Não há realizadoras em competição para a Palma de Ouro. O que pensa disso?
Tim Burton: Não sei como é feita a selecção. No que me diz respeito, durante toda a minha carreira, entre quem aprova os projectos, pelo menos metade são mulheres. Quando fazemos um filme, quer sejamos um homem ou uma mulher, e seja qual for o país, há uma espécie de fraternidade.
Shekhar Kapur: Na verdade, somos homem e mulher ao mesmo tempo, em si. Se não se tiver os dois, não se pode ser artista.
 
A Victor Erice: como se sente por estar aqui em Cannes havendo muito cinema de autor este ano?
Victor Erice: A Selecção do Festival de Cannes sempre foi muito equilibrada. No que me diz respeito, qualquer selecção de filmes é como um espelho de duas faces. Uma face que representa a nossa época e outra o que poderia ser o cinema no futuro. É este contraste que faz com que uma selecção, seja ela qual for, seja interessante.
 
Há duas mulheres e sete homens no Júri? Vão dar 3 votos às mulheres para compensar? A Kate Beckinsale e a Giovanna Mezzogiorno, como vão sobreviver a tantos homens?
Kate Beckinsale: Já estou habituada. Há sempre mais homens do que mulheres. Sou uma grande fã da Giovanna. Estou muito feliz por estar aqui com ela no Júri e não tenho medo dos homens. Isso não me incomoda. Estou feliz por estar tão bem acompanhada.

Giovanna Mezzogiorno: Penso o mesmo. Regra geral, esta questão do sexo não interessa, saber quantos homens e mulheres há. Quando ouço esse tipo de pergunta, tenho dificuldade em compreendê-la. Digo a mim mesma: “ah sim, é verdade”. É esse o caso, claro, mas não é importante. O que conta é que não nos conhecemos. Não conheço ninguém. E isso vai ser maravilhoso: descobri-los, encontrá-los. É uma questão de seres humanos, não de sexos.
Kate Beckinsale: Não acho que tenhamos o lugar mais desconfortável...
 

 

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