A conferência de imprensa do último filme de Manoel De Oliveira, O Estranho caso de Angélica, ocorreu esta tarde. O realizador fez-se acompanhar dos actores Ricardo Trepa, Pilar López de Ayala, Ana Maria Magalhães, da directora de fotografia Sabine Lancelin e da responsável pela montagem Valérie Loiseleux.
Partes escolhidas.
Partes escolhidas.
Manoel de Oliveira sobre as origens do filme:
Este filme é antigo, há sessenta anos que o queria fazer! Foi o produtor francês Léon Cakoff que me levou a retomar este projecto e estou muito feliz por isso.
O realizador sobre a sua visão da morte:
A morte é uma condição. Desde que nascemos temos apenas uma única certeza: a morte. Não tenho medo dela. Tenho apenas medo do sofrimento, mas tenho sorte porque ainda não passei por isso.
Manoel de Oliveira sobre as referências à crise económica no filme:
A crise económica é muito importante. Olhem para a Europa neste momento, nomeadamente para Portugal e Espanha, é algo terrível. (…) Tudo isso envolve-se nos meus pensamentos mesmo que não o queira. Penso que conseguiremos libertar-nos dessas tendências, mas ainda assim acho que há uma perda de valores muito forte.
As evoluções técnicas do cinema de Hollywood vistas por Manoel De Oliveira
Antigamente, a televisão americana fazia filmes repetindo sempre a mesma coisa e fazendo-o cada vez mais depressa... Hollywood começa a imitá-los.




























