O realizador japonês Takeshi Miike e toda a equipa do seu filme, Ichimei, apresentaram-se em conferência de imprensa. Partes escolhidas.
Takashi Miike, sobre a escolha de realizar um filme de samurais:
“Não foi o desejo de filmar a violência que me levou a realizar Ichimei. Em contrapartida, é porque sou apaixonado pelo tema do filme que Ichimei se tornou num filme violento. Não é o género que determina o meu cinema. São as personagens do filme que me ditam a via a tomar. Sou controlado pelo cinema e pelas personagens. O meu cinema é o resultado de encontros fortuitos com pessoas e histórias.
Takashi Miike evocou a utilização da 3D durante a rodagem do filme:
“O tema, o enquadramento e o cenário de Ichimei foram propícios a uma filmagem em 3D. Disto isto, filmar em 3D impõe muitos constrangimentos. O filme não tem cenas de batalhas porque demora muito filmá-las em 3D. Por outro lado, filmar em 3D cria outra espécie de excitação”.
Kikumi Yamagishi, a argumentista do filme, abordou o seu trabalho de adaptação da obra original:
“Trabalhei muito para conservar o espírito da obra. O carácter do chefe samurai é muito diferente da adaptação de Kobayashi realizada em 1963. A personagem principal não mata ninguém na obra original. O seu objectivo é considerar todos os códigos dos samurai e dar uma lição àqueles que se desviam deles”.
Eita, um dos actores do filme, fala sobre a sua colaboração com Takashi Miike:
“Conhecia os filmes de Takashi Miike e a sua exigência em estúdio. Estava portanto à espera de uma forte tensão, mas correu tudo bem. Takashi tem muito humor. Levou-me a dar o melhor de mim mesmo”.
Conversa recolhida por B.P.




























