Depois da entrega dos prémios durante a cerimónia de encerramento, os laureados reuniram-se para uma conferência de imprensa. Um a um, responderam às perguntas dos jornalistas. Extractos.
Michael Haneke, laureado da Palme d'Or por Amour
A história que conto baseia-se na promessa que eu e a minha mulher fizemos um ao outro: não nos deixarmos numa situação como a do filme. Observamos isso por todo o lado e é um problema propagado. Vivi isso na minha família e foi o que me levou a fazer Amour.
Matteo Garrone, laureado do Grande Prémio por Reality
Não li muito sobre o que se escreveu. Foi uma surpresa para mim porque sei que havia filmes muito bons. A Competição era feroz, mas estou feliz pois o Grande Prémio vai ajudar o filme a encontrar um público mais vasto.
Ken Loach, laureado do Prémio do Júri por La Part des anges
As personagens do filme são tão optimistas que nos apercebemos que se passássemos algum tempo com elas isso far-nos-ia felizes. Para falar fielmente sobre isso, há que apresentar as coisas sob a forma de comédia.
Cristian Mungiu, laureado do Prémio de melhor argumento por Au-delà des collines
Estou muito feliz por ter este prémio, um pouco surpreso pois é o filme mais longo da Competição. Estava sempre a mudar os diálogos, as actrizes ajudavam-me muito, tentámos dar-lhe uma continuidade.
Carlos Reygadas, laureado do Prémio de realização por Post Tenebras Lux
O que faço vem da minha vontade de fazer, de partilhar, de encontrar a fraternidade no mundo convosco. Perguntaram-me se não estava triste por muita gente não ter gostado do meu filme. O objectivo de muitos cineastas é agradar. Não é o meu objectivo. O meu objectivo é poder expressar-me com liberdade absoluta e poder deixar algo a alguém.
Mads Mikkelsen, prémio de interpretação masculina
Era um momento importante para mim e para o filme. Não se pode ser bom num filme médio. Durante a minha estadia, não tive a oportunidade de ver outros filmes, mas há muito trabalho a fazer em Cannes. Metam-me no Júri e virei ver filmes!
Cosmina Stratan e Cristina Flutur, Prémio de interpretação feminina
O ritmo é diferente no cinema. Após dois meses de filmagens estamos aqui com este prémio, é incrível.
Benh Zeitlin, laureado da Câmara d’Or por Beasts Of the Southern Wild
Para quase todos os que contribuíram para isto era um primeiro filme. Tínhamos trabalhado muito no passado em pequenos projectos, em curtas-metragens. Queríamos fazer isso entre amigos, em família. Nunca sabemos, quando fazemos um filme, que o sucesso pode chegar desta forma.
L. Rezan Yesbilas, laureado da Palme d'Or da curta-metragem por Sessiz-be Deng
Foi espantoso estar aqui, mesmo antes da cerimónia. É a segunda vez que a Turquia recebe um prémio como a palma.
Conversa recolhida por BP e TK


























